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Infravermelho busca tencionar as noções de tempo-espaço em uma proposta estética de ocupação das ruas da cidade. A partir da apropriação conceitual de troca de energia térmica pelos raios eletromagnéticos, a artista experimenta o espaço urbano em uma caminhada cega, na tentativa de outras conexões com o público. Este é quem irá apresentar-lhe a cidade, guiando-a nessa troca poética. Com uma cesta contendo maçãs do amor nas mãos, o diálogo entre artista e público vai se afirmando pelas vias do sensível; o público dá visão a artista que o presenteia com maçãs. A intenção do percurso é que as trocas entre os corpos movimentem o fluxo de calor em toda a amplitude do dispositivo de passagem.

infravermelho

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